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sábado, 18 de abril de 2015

Jogos Clássicos não morreram: eles se reinventaram com os celulares.

Ah, com certeza você pegou seu celular nas mãos pelo menos umas quinze vezes hoje, certo? Não temos a menor dúvida disso. E quando o fez com toda certeza além de ter acessado facebook, whatsapp, instagram e twitter deve ter entrado em algum joguinho para matar o tempo se você estava na fila do banco ou esperando para ser atendido num consultório médico.

Se o fez deve ter jogado coisas como Clash of Clans, por exemplo, ou Fruit Ninja, dois dos mais baixados jogos para celulares. A verdade é que os celulares revolucionaram o mercado de games.

É como se o que havia há 20 anos com o GameBoy tivesse se multiplicado nas mãos de quase todas as pessoas. Em pleno 2015, o smartphone é praticamente um acessório não-acessório. Portanto, é de se esperar que eles tenham detonado a clássica indústria de jogos de tabuleiros e conexos, certo? Errado. Como tudo na vida, as coisas se adaptam ou morrem. Para esse tipo de indústria a adaptação foi o caminho adotado.


A União Soviética acabou – mas Tetris não
O primeiro exemplo que vem à cabeça quando falamos de jogos pré Era dos Celulares é Tetris. O jogo, originalmente criado na União Soviética ao final da década de 1980 naquele momento de abertura econômica que o país estava passando, catapultouo Game Boy e os vídeo-games móveis a outro patamar.

Se não fosse por ele talvez o Game Boy da Nintendo não tivesse evoluído – e sobrevivido – como aparelho e outras coisas bacanas não teriam aparecido (numa linha evolucionária, Pokémon e até mesmo Clash of Clans anos depois). Para você que nunca jogou, Tetris nada mais é do que um quebra-cabeça no qual figuras geométricas de quatro elementos são arranjadas na tela. Elas vêm de forma aleatória e você precisa dispor as mesmas de modo a encher a tela e eliminar linha por linha.

Como Tetris sobreviveu à onda de jogos em smartphones? Tornando-se um e se aproveitando dos novos recursos para se reinventar. O segredo aqui em praticamente todos os exemplos é se reinventar para sobreviver. Com este não poderia ser diferente.

Após os direitos da franquia serem comprados pela gigante Eletronic Arts, Tetris veio para os smartphones com toque. Ou seja; Um modo de jogo onde a localização da peça é pré-definida com quatro opções (imagem abaixo). Ao jogador basta escolher com o toque dos dedos qual delas irá querer. Tal elemento fez com que o jogo ficasse muito mais divertido e abriu novos horizontes para uma franquia de jogos que possivelmente é mais velha que quem a joga.


Como o poker não só se reinventou como se multiplicou com os celulares.
Outro exemplo relevante é o poker. Esporte que há mais de um século circula em mesas e apostas nos Estados Unidos, o poker se estabeleceu como fenômeno de massa mais ou menos em meados da década de 1990 com a tv a cabo norte-americana transmitindo torneios. Com efeito, foi algo antes dos celulares se popularizarem como itens essenciais para o cotidiano das pessoas.

Aí vieram os computadores e a internet. Com eles um novo cosmo foi inventado, o cyber espaço. Uma dada pessoa pode estar nele e na “vida real” ao mesmo tempo. No nosso espaço palpável, é difícil marcar uma partida de poker com os amigos. Isso não acontece naquele outro espaço, haja vista que nele as distâncias e o tempo entre a comunicação são quase que instantâneos. Foi disso que o poker se estabeleceu para se tornar um fenômeno ainda mais impactante.


Para se ter uma ideia, no meio do dia o aplicativo da Poker Stars (entre PCs e celulares) registra mais de 100 mil jogadores ao redor do globo. Isso é uma amostra de como os aparelhos móveis não chegaram para destruir – mas para revitalizar a indústria de jogos.

Na verdade, é outra história: quando se fecha uma porta abre-se uma janela. É preciso aproveitar esse conceito em todas as áreas. Essas empresas aproveitaram plenamente.

Este artigo foi escrito por: Patrícia Macedo

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