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domingo, 14 de fevereiro de 2016

Algo menor que um grão de areia promete revolucionar a indústria de eletrônicos.

Sete nanômetros. Tem ideia do que seja isso? Para efeitos de comparação, um fio de cabelo é 100 mil vezes mais estreito. Agora, imagine um microprocessador usando transistores nessa escala.

Pode parecer coisa do desenho “Os Jetsons” (ok, só os mais velhos entenderão a referência), mas o fato é que pesquisadores da IBM Research, em parceria com Instituto Politécnico de Nanotecnologia e Ciência de SUNY e outros gigantes como a Global Foundries e a Samsung, tornaram isso uma realidade.

Por que tão pequeno?
Quem carrega um computador super sofisticado no bolso (sim, todos nós que usamos Smartphones) tem dificuldade de imaginar que possa ser possível tornar a tecnologia ainda mais miniaturizada. Mas pode ter certeza, isso irá acontecer!

Atualmente, o padrão dos chips mais avançados utiliza transistores de aproximadamente 14 nanômetros. Com o novo componente, será possível criar chips com até 20 bilhões de transistores num chip do tamanho de uma unha, ou seja, muito mais potentes do que os que temos hoje em dia.

“Toda vez que você faz um semi-condutor ficar menor, na verdade é a distância entre eles é que fica menor. Ele ter um espaço pequeno para percorrer é que o faz ficar ainda mais rápido.

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No caso desse de 7 nanômetros, ele é quatro vezes mais rápido usando a metade da área se compararmos aos que usamos hoje”, conta Ulisses Mello, diretor do IBM Research do Brasil

As implicações da nossa realização são enormes para a indústria de computadores. Ao tornar os chips mais potentes e mais eficientes, seremos capazes de produzir as próximas gerações de servidores e sistemas de armazenamento para a computação em nuvem, análise de dados em grande escala e computação cognitiva – os pilares da transformação sobre a qual tanto falamos.

A invenção é parte de um plano de investimentos que irá alocar US$ 3 bilhões ao longo dos próximos cinco anos para o desenvolvimento de novas tecnologias e métodos de fabricação de microprocessadores. O resultado até agora: revolucionário.

“Essa tecnologia ainda é um protótipo. O desafio agora é produzi-la comercialmente. Se isso acontecer em um menor espaço de tempo, teremos uma grande vantagem competitiva em nosso mercado”, reconheceu Ulisses.

Será que logo mais iremos anunciar chips ainda menores do que esse? De acordo com o diretor do IBM Research do Brasil, até 2013 conseguir um semicondutor de 7nm era considerado praticamente impossível e nós conseguimos reverter... Pelo que temos visto, nada é impossível!

Fonte: IBM

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