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sábado, 19 de março de 2016

Como será o computador que vamos usar do Futuro?

Não faz muito tempo que, quando falávamos em desktop, logo vinha à mente a imagem de um PC, como aqueles popularizados na década de oitenta e que se tornaram padrão de mercado, com os mais variados sabores de configuração, que dependia do poder aquisitivo de cada um.

O PC chegou deslumbrando a todos, servindo aos negócios e aos usuários domésticos que passaram a ter o poder de processamento em suas mãos, e até o usavam como fonte de diversão. Hoje, aquele computador pessoal que deu início ao que chamamos de plataforma baixa, está deixando aos poucos de existir no mundo empresarial.

O que antes parecia um extremo benefício, provendo aos usuários um ambiente gráfico, uma plataforma flexível e mais amigável, tem demonstrado nos últimos anos, ser dispendioso e ineficiente no que tange ao real aproveitamento de seus recursos computacionais.

Não há mais sentido em usar tecnologia que não traga alguma vantagem competitiva, ou que não esteja relacionada aos negócios.

Sobre essa ótica, percebemos que o modelo tradicional de uso do desktop, cuja área de trabalho é devidamente configurada para o acesso às aplicações, já não possui o apelo original, em função dos orçamentos cada vez mais enxutos e da necessidade de se aumentar a produtividade.


Nessa linha de pensamento, a mobilidade oferece agilidade e suporte na tomada de decisão em campo, favorecida pelo custo reduzido da conectividade. Nessa modalidade de trabalho surgiram diversas soluções específicas, que apontam para o “Desktop do Futuro”.

Começamos pelos notebooks que, juntamente com as redes celulares 3G, provêm uma alternativa de mobilidade e cujo volume atual de vendas já é superior ao dos desktops. O seu custo total de propriedade, entretanto, ainda não difere muito quando comparado a esses, no uso tradicional, ou seja, com todas as aplicações e sistema operacional instalados localmente.

Uma segunda vertente não tão nova, a dos thin clients, passou a ganhar força com o avanço da virtualização nos mercados corporativos. Tendo a seu favor o aspecto financeiro, face à economia de energia e dos baixos custos de manutenção. Esses dispositivos funcionam basicamente como um terminal de acesso a um desktop virtual.

Recentemente ressurgiram os chamados netbooks, cuja portabilidade é o maior apelo, com seu diminuto tamanho e extrema leveza, combinados com preços atraentes. Sem falar na substancial popularização dos smartphones, hoje verdadeiros computadores de bolso.

Todos esses dispositivos, aliados às novas maneiras de se acessar a área de trabalho ou conteúdos, darão origem ao “Desktop do Futuro”, o qual dependerá de uma infraestrutura virtual (pública ou privada) e deixará de ser um hardware específico, atrelado a um determinado local, para ser um ambiente de trabalho dinâmico e acessível a todo momento.

Novas oportunidades de trabalho surgirão com a oferta de produtos e serviços baseados nesse novo conceito, beneficiando não só as empresas que se ocupam da construção dessas infraestruturas virtuais, mas também aos usuários que farão melhor uso do tempo e dos recursos.

Imagine poder acessar todas as suas aplicações e documentos não importando onde estejam, através de qualquer dispositivo que se tenha em mãos!

O ambiente de trabalho nunca mais ficará confinado em um PC. No futuro a relevância estará nos métodos de acesso e não na propriedade de um dispositivo. Um novo paradigma será quebrado, e quem não pegar essa “onda” poderá acabar “morrendo na praia”.

Escrito por: Wainer Mendes Toni

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