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sábado, 25 de junho de 2016

Não caia em armadilhas ao usar o WhatsApp no trabalho

O WhatsAPP é o aplicativo de troca de mensagens instantâneas mais popular do Brasil, com mais de 100 milhões de usuários. No mundo, 86% dos trabalhadores utilizam o app para agilizar a comunicação com público externo e interno. E de fato, é uma mão na roda.

Em tempos de home office e viagens constantes de trabalho, basta uma troca de mensagem, realizada em pouco mais de 2 minutos, para obter sugestões, esclarecer dúvidas, fechar negócios ou noticiar algo relevante aos colaboradores da equipe.

A rapidez na interação propicia, inclusive, uma imagem muito positiva para a empresa perante o cliente, além de criar engajamento e proximidade com a equipe de colaboradores.

Mas há cuidados a serem tomados para que não ocorram prejuízos aos negócios, à reputação da companhia e à relação entre os envolvidos na comunicação.

Com base em sua experiência como consultora empresarial, a linguista Vivian Rio Stella, Diretora da VRS Cursos, faz três alertas sobre o uso do WhatsApp no ambiente corporativo.

Usar WhatsApp pode dar demissão justa causa

Confira algumas regras básicas:
  • Não Perturbe
Seja para público externo ou interno, o horário comercial é sempre referência para evitar parecer invasivo. Mesmo que as pessoas estejam cada vez mais conectadas, durmam com seus celulares ao lado do travesseiro e acessem suas mensagens assim que despertam pela manhã, isso não deveria nos habilitar a enviar recados profissionais a qualquer hora do dia ou da noite.

A privacidade e a finalidade do uso do WhatsApp para público interno e externo devem ser respeitadas. Vale destacar ainda que o impacto do fluxo incessante de recados de trabalho no WhatsApp por ora se restringe mais à imagem de quem tem essa prática, mas mensagens fora do expediente podem gerar desmembramentos jurídicos como pagamentos de horas extras ou processos por assédio moral baseados em mensagens instantâneas (algo que já ocorre com as mensagens enviadas por e-mail).

  • Reflita antes de Enviar
Cuidado com o tipo de conteúdo que envia aos seus contatos, principalmente para quem trabalha ou colabora com você. É comum o envio de correntes, memes e vídeos divertidos para o grupo de pessoas do trabalho no WhatsApp. E isso em si não é certo ou errado.

Ocorre, porém, que nesse mesmo grupo resolvem-se problemas técnicos, tomam-se decisões corporativas, discutem-se estratégias, compartilham-se notícias profissionais – e nessa mistura de diversão e trabalho, muitos conflitos interpessoais podem ser criados, com efeitos não apenas no mundo virtual. Então, pense bem antes de dar o "Enter".

São cada vez mais frequentes os relatos de profissionais que passam a ter uma relação menos harmoniosa com algum colega no ambiente de trabalho após o envio de mensagens consideradas de mau gosto ou inapropriadas.

Não se trata de tornar o grupo virtual um espaço formal, rígido e chato, mas sim de usá-lo de forma condizente com o seu real objetivo, ainda que mensagens informais, divertidas e que geram entrosamento sejam trocadas eventualmente.

  • Registro garantido? 
Mensagem enviada via WhatsApp vale como comprovação de acordo com cliente? Registros de mensagens trocadas servem como documentação de transações, estratégias ou decisões corporativas? Muitos executivos e seus co-workers têm essa dúvida – e a resposta pode ser sim, desde que tudo tenha sido deixado bem claro durante a troca de mensagens com o público interno ou externo a fim de evitar conflitos ou surpresas desagradáveis no futuro.

No entanto, vamos lá. A infinidade de mensagens trocadas pelos membros da equipe no grupo de trabalho no WhatsApp garante que todos acompanharam a interação ou será que alguém pode não ter acompanhado tudo e perdeu algo fundamental para a execução de uma tarefa?

E se um dos tópicos tratados no grupo for tão relevante, será que não vale a pena registrar a decisão por e-mail, por ser um canal mais formal e com função de registro? Essas são questões pertinentes em aberto, cujas respostas dependem muito de cada situação profissional.

O uso do WhatsApp no ambiente de trabalho pode ocasionar demissão por justa causa:
Existem algumas hipóteses em que, dependendo do contexto, o empregador poderá dispensar seu empregado por justa causa, em decorrência do mau uso do WhatsApp.

Um exemplo de falta grave, que pode configurar uma demissão por justa causa, é a desídia. Essa pode ser aplicada ao empregado que perde tempo e produtividade, em decorrência do uso demasiado do aplicativo durante a jornada de trabalho e que, mesmo após advertências anteriores do empregador, não muda seu comportamento.

Outra falta grave, de acordo com a CLT, é a insubordinação: imagine que o empregador estabeleça regras expressas de que é proibida a utilização desse aplicativo durante o horário de trabalho e, mesmo assim, percebe que o funcionário as ignora. Nesse caso, a depender do contexto, o empregado poderá ser dispensado por justa causa.

Se o um funcionário envia através do WhatsApp vídeos, fotos, documentos ou quaisquer outras informações considerada confidenciais e sigilosas ou que viole as regras de negócio da empresa, é considerada falta grave, e pode ocasionar em uma demissão por justa causa.

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